Enquanto o mundo ainda discute se o ponto G feminino existe de fato ou não, os americanos inventaram uma injeção de colágeno – o mesmo usado para preenchimento de rugas – que promete ampliar essa zona erógena e melhorar a performance sexual das mulheres.
A injeção, chamada "G-Shot", já está sendo oferecida por cirurgiões plásticos e ginecologistas brasileiros, mesmo sem nenhuma comprovação científica da eficácia ou da segurança. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não recomenda o uso do colágeno para tal fim, mas também não o proíbe. O órgão diz que a responsabilidade é do médico.
Especialistas se mostraram contrários ao procedimento, que não tem aval da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Até a existência do ponto G é controversa no meio científico.
Nos EUA, no termo de consentimento que as pacientes assinam antes da injeção, há uma lista com 68 possíveis complicações associadas ao procedimento – entre elas, infecção, perda da sensibilidade e retenção urinária.
O produto da injeção é o ácido hialurônico, usado para o preenchimento de rugas e lábios. A aplicação é feita na parede anterior da vagina, a cerca de 4 cm da abertura, onde supostamente estaria o ponto G. A promessa é que o produto aumente essa área, tornando-a mais sensível durante a penetração do pênis, o que possibilitaria orgasmos mais intensos.
Autor: Cláudia Collucci
Veículo: Folha de S. Paulo