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O câncer desencadeia dor neuropática?
Esta será uma das questões discutidas nos simpósios-satélite promovidos pelo laboratório Cristália durante o 8º Congresso Brasileiro de Dor CBDor) que acontece em Goiânia, de 15 a 18 de outubro.
Para o Dr. Onofre Alves Neto, coordenador do simpósio-satélite, presidente da Associação Goiana para o Estudo da Dor (AGED), da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e também do 8º Congresso Brasileiro de Dor (CBDor), esta é uma questão muito importante e bastante discutida atualmente, até pela qualificação deste tipo de dor, que leva, conseqüentemente, a um tratamento diferente do câncer em si. “A correlação entre câncer e dor neuropática, seu diagnóstico e, principalmente, o seu tratamento, serão objetos da discussão pelos expositores", diz o especialista.
A dor neuropática, resultado de lesão ou disfunção do sistema nervoso central (SNC) ou do sistema nervoso periférico (SNP), pode ser episódica, temporária ou crônica, e geralmente persiste por longo tempo após o evento precipitante. Esse tipo de dor pode se manifestar de várias formas, como sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas ou choques, e muitas vezes é acompanhada de "formigamento" ou "adormecimento" de uma determinada parte do corpo.
Para este evento, estão previstas três aulas: “Fisiologia e Diagnóstico”, pelo Dr. José Oswaldo de Oliveira Jr., “Tratamento”, a cargo de Dr. Guilherme Antonio Moreira de Barros, e “Caso Clínico”, pelo Dr. Gualter Lisboa Ramalho.
O 8º CBDor é organizado SBED e segue os princípios da International Association for the Study of Pain (IASP). O evento reunirá convidados de diversos países, como México, Portugal, Porto Rico, Argentina, Canadá e Estados Unidos. Está confirmada a presença do Dr. Gerald F. Gebhart, PhD do Center for Pain Research da University of Pittsburgh (EUA), que há cerca de dois meses tomou posse como presidente da IASP.
Sobre o laboratório Cristália Fundado em 1972 por um grupo de médicos brasileiros, o Cristália é um dos laboratórios nacionais que mais cresce no País. Graças ao espírito inovador e a parcerias internacionais, a empresa é líder nacional em pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos para anestesiologia, especialmente anestesia regional, e dor, e na produção de agentes coadjuvantes, tais como morfina, clonidina, metadona, cetamina, fentanil e sufentanil. O Cristália ocupa uma posição de destaque no segmento hospitalar brasileiro, atuando também na área de psiquiatria, biotecnologia, genéricos e de produtos éticos para prescrição médica.
Data: 02/10/2008
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