Acesso à área exclusiva cadastre-se    |   esqueci a senha
home > imprensa
Busca:
Fonte Pequena Fonte Média Fonte Grande

Laboratório farmacêutico nacional adota novo modelo de inovação tecnológica

Cristália é uma das empresas brasileiras a aplicar o conceito de open innovation em seu trabalho de pesquisa e desenvolvimento

Ainda pouco conhecido no Brasil, o conceito de open innovation, ou inovação aberta, tem no laboratório Cristália um de seus exemplos mais claros no contexto nacional. Tanto que o presidente do Conselho Diretor da empresa, Ogari Pacheco, será um dos debatedores do primeiro grande evento sobre o tema a ser realizado no país, o Open Innovation Seminar.

O investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) tornou-se a principal marca do laboratório Cristália justamente a partir de parcerias com universidades como USP, Unicamp, UFRJ e Universidade Federal do Amazonas, além de Instituto Butantan, Far-Manguinhos e Santa Casa de São Paulo, por exemplo.

Hoje o Cristália tem mais de 25 projetos de pesquisa nesse modelo em andamento e avalia outros 14. Entre os temas estudados, pode-se destacar o desenvolvimento de dois anti-retrovirais, um anticoagulante e uma substância que poderá proteger o coração contra infartos.

Os resultados da iniciativa já começam a trazer benefícios para a sociedade. Depois de um longo período sem uma contribuição relevante da indústria farmacêutica nacional para a ciência, o Cristália lançou este ano um medicamento contra disfunção erétil, o Helleva (carbonato de lodenafila), desenvolvido pelo laboratório brasileiro desde a criação da molécula, em parceria com diversas instituições.

Este trabalho conjunto entre empresa e instituições de pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias é exatamente a principal característica do open innovation. O modelo passou a ser adotado pelas grandes companhias americanas e européias, a partir de 2000, a fim de custear a pesquisa e o desenvolvimento de forma a garantir inovações competitivas.

“Temos 8 patentes já concedidas no Brasil e no exterior e cerca de 60 pedidos de patentes apresentados aos órgãos competentes, alguns ainda em fase de sigilo”, conta o médico Ogari Pacheco, presidente do Cristália. “Ao receber o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, em 2007, pudemos comemorar o reconhecimento desse esforço”, diz.

De acordo com Bruno Rondani, um dos especialistas brasileiros em open innovation, é relevante a produção nacional de conhecimento, mas ainda temos muito a avançar na transformação disso em resultados econômicos. “Sem diminuir a importância do PD&I interno, o Cristália é um ótimo exemplo da abertura de fronteiras para a inovação”, constata.

Open Innovation Seminar 2008
Data: 16 de junho de 2008
Local: World Trade Center – Av. das Nações Unidas, 12551 – São Paulo

Mesa 1: Iniciativas de Open Innovation no Brasil
Horário: 11h20 às 13h20
Moderador: Prof. Flávio Carvalho de Vasconcelos (FGV)
Debatedores: Representantes do Cristália (Ogari Pacheco), Embrapa, Embraer e Natura
Comentários: Henry Chesbrough (Haas School of Business da Universidade da Califórnia), criador do conceito open innovation

Organização do evento: Allagi Consultoria
www.openinnovationseminar.com.br



Data: 15/05/2008